“Análises”
É pessoal. Mudanças. Muitas.
Aquela crise existencial parece que foi embora. Mas logo em seguida me deparo com muita pressão no trabalho (e quem não sofre com isso?).
Como disse a chefa, agora vamos saber o que é um “fechamento”. Já cansei de saber.
Sinceramente, não tenho muito do que reclamar. Passamos sim por semanas complicadas aqui no trampo. Fiquei muito irritada, assim como toda a minha equipe. Afinal, tivemos bons motivos para isso.
Sobre o anuário que terminamos, resta só as checagens. Agora que vem a parte mais interessante da história.
O outro anuário. Sim. Agora estou conversando com médicos (bem mais educados), e já posso dizer que aprendi um mundo de coisas que sequer sabia que existiam (um pouco de exagero não faz mal a ninguém).
Até novembro temos muito o que fazer, e dessa vez parece ser bem mais “empolgante” que a outra. Sem mágoas…rsrs
É que já tinha lidado com isso em outros ares (ou lares?), e agora a experiência foi mais entediante.
O que preciso mesmo é me organizar. Trabalhar e estudar não é sacrifício, o problema são as coisas paralelas que gostaria de levar adiante. E vou.
Espero.
Algumas verdades
Passando pelo Projeto Reticere me deparo com textos maravilhosos.
Esse é só um deles
… e essas mentiras que acreditamos enquanto ainda temos tempo de sonhar, são tão essenciais como essas verdades que inventamos enquanto ainda temos tempo de desejar… mas, no fim, o que sobra é a saudade – o último suspiro – o que respinga luz e faz silenciar mundos..
Acontece nas melhores famílias
“Numa época em que se fala muito de ecologia, é preciso que nos conscientizemos de que proteger nossos filhos do risco de desenvolver uma forma de dependência em relação à tela luminosa é uma forma de ecologia do espírito”.
A discussão sobre a programação da televisão e o seu impacto sobre os espectadores não começou ontem. Há algum tempo discute-se sobre isso na França. A preocupação, mais precisamente, começa com os bebês, que por diversas vezes são colocados diante da telinha para que possam se distrair.
Aqui no Brasil não sei até onde isso é discutido. Sabe-se, e faz tempo, que a nossa programação não é lá muito propícia ás nossas crianças.
O problema aparece na relação pai e filho. Nesse país que vive num carnaval constante, nossos pais trabalham “demais” e não têm tempo para educar seus filhos. Compra-se a diversão, eles nem precisam sair de casa para isso.
A consequência dessa educação desregrada não demora muito a aparecer. O desenvolvimento de uma criança não deve ser limitado a algumas horas diante de uma tela, seja ela da tv ou até mesmo do computador.
A Ética na TV já discute a programação das emissoras brasileiras. E o Portal Aprendiz tem um trabalho muito interessante e comprometido com a educação e o desenvolvimento do jovem brasileiro.
Acho que algumas iniciativas são bem válidas, e outras ainda precisam ser criadas.
E claro, mais importante seria a responsabilidade do brasileiro quanto a sua própria formação. Tem gente que ainda acha que vive no país das maravilhas. Ou que simplesmente não entende nada mesmo, e nem faz questão de saber…
Quem sabe…
Nenhum de Nós – Amanhã ou depois
Deixamos pra depois uma conversa amiga
Que fosse para o bem, que fosse uma saída
Deixamos pra depois a troca de carinho
Deixamos que a rotina fosse nosso caminho
Deixamos pra depois a busca de abrigo
Deixamos de nos ver fazendo algum sentidoAmanhã ou depois, tanto faz se depois
For nunca mais… nunca maisDeixamos de sentir o que a gente sentia
Que trazia cor ao nosso dia a dia
Deixamos de dizer o que a gente dizia
Deixamos de levar em conta a alegria
Deixamos escapar por entre nossos dedos
A chance de manter unidas as nossas vidasAmanhã ou depois, tanto faz se depois
For nunca mais… nunca mais
Saindo de cima do Muro
Fazia um tempo que vinha conversando com uns colegas da faculdade sobre um projeto que gostaríamos de desenvolver. E isso foi se prologando.
Até que agora, durante as férias, eu e a Thaís de Paula resolvemos tirar isso definitivamente do papel (e colocar na rede).
O nosso novo desafio tem como principal objetivo traçar um caminho jornalístico. Somos inciantes, temos muito o que aprender. Mas achamos interessante logo de cara lançar esse projeto.
Chama-se “Além do Muro”. Dedico á Thaís os créditos para essa belíssima idéia.
Queremos em breve levar mais gente para o outro lado do Muro. Estando Além dele podemos fazer alguma diferença.
Aqui no “Pensando Bem” eu tento colocar em prática algumas habilidades. Falta muito para chegar aonde desejo. E agora quero juntar os dois blogs e desenvolvê-los com bastante intusiasmo e responsabilidade.
Aqui você fica sabendo o que tem do outro lado do Muro.
Agora é colocar a mão na massa e não perder tempo.
Realidade
Baseada no texto de João Denys, a peça teatral “Deus Danado” é interpretada com o intuito de nos mostrar a dureza da vida no sertão. A luta diária pela sobrevivência, com os medos, insegurança, fome, esperança.
A história de dois homens. Um que busca um tesouro escondido na terra, outro que tenta compreender o motivo de tanto sofrimento. Ambos representam a flagelação do ser humano observado através do cenário nordestino.
Dentre as 13 jornadas enfrentadas pelos personagens, se destacam: O medo do escuro; As lições do mundo; Os olhos que queimam; A peleja; A libertação da luz; A noite também é um sol, Saudades da fala de Deus.
O público que fica muito perto dos atores pode perceber cada expressão corporal com uma riqueza de detalhes.
O trabalho feito pela Cia. A Máscara de Teatro, de Mossoró (RN), trouxe uma belissima interpretação ao teatro do Sesc Paulista. Os atores revezam nas encenações, a cada espetáculo uma “dupla” entra em cena. Os outros dois também participam, porém, com outras funções.
“A seca não destrói somente seres humanos, plantas ou animais, mas também culturas e a própria capacidade de sociabilidade do homem. Deus Danado trabalha, assim, as eternas violências do mundo: a solidão, as desgraças e a busca desesperada da morte através da vida. Qual seria o lugar de Deus em meio a tudo isso?”
Cia. A Máscara de Teatro
Foto: Flickr/ Fábio Pinheiro
O grupo fica em cartaz no Sesc até o dia 20/07, de sexta a domingo ás 20h.
Ficha Técnica
Texto: João Denys
Direção: Marcelo Fiecha
Elenco: Tony Silva, Jayzon Leonardo, Damásio Costa e Luciana Duarte
Produção: Cia. A Máscara de Teatro
Nathalia Guarezi
