Quanta cortesia…
A cidade de São Paulo é a quarta metrópole mais cortês do mundo, segundo a revista americana Reader’s Digest.
Imagine se não fosse!!!
A capital paulista ficou atrás de Nova Iorque (EUA), Zurique (Suiça), e Toronto (Canadá). O teste foi feito em 35 cidades.
Pelos critérios utilizados até podemos entender o resultado. Primeiro eles avaliaram os papéis caídos na calçada (suponho que a cidade esteja bem limpa). Depois quem mais segura a porta do elevador (talvez sim, talvez não). E por último, um entrevistador da revista fez uma compra de pouco valor e esperou para ver se o vendedor iria agradecer (se você tiver sorte receberá um obrigado).
Pena eles não terem avaliado a cortesia dentro do metrô, nos ônibus, nas ruas. É de fazer inveja!!!!
Obs: há exceções…ufa!!!
Sob meu olhar
Eu não consigo falar de tudo o que eu senti enquanto assistia o “Ensaio sobre a Cegueira”, mas posso dizer que saí do cinema anestesiada. E ainda estou.
Eu não li o livro de José Saramago. Pretendo ler o quanto antes.
Quando saí do cinema tive a sensação de estar suja, com nojo de uma sociedade mesquinha, egoísta, ambiciosa, imunda, da qual faço parte.
Em certo momento, durante o filme, senti a necessidade de estar perto daqueles que eu amo. Queria sentir a mesma segurança que eu tive quando acabara de nascer, enquanto minha mãe me protegia em seu colo quente e confortável.
Desculpem. Eu ainda não consigo reunir todas as idéias para expressar com mais fidelidade o que Fernando Meirelles me fez sentir.
Eu só queria registrar a confusão de sensações e sentimentos que estão dentro de mim. E dizer que sinto pena daqueles que se acham senhores de si. Que acreditam terem o controle sobre tudo.
Do lado de fora da nossa toca o mundo está sendo destruído. As pessoas estão se corrompendo. Está tudo de ponta cabeça. Infelizmente muitos aprendem levando tropeços. Pior são aqueles que não aprendem.
Será que ainda há tempo para mudanças?
Penso que estamos cegos,
cegos que vêem, cegos que, vendo,
não vêem
Leia aqui um texto sobre o filme, por Cléber Eduardo.
Transformando o silêncio que até então é mudo
Se alguém encontrou um sentido para a vida, chorou
Por aumentar a perda que se tem ao fim de tudo transformando o silêncio que até então é mudo
Naquela canção, que parece encontrar a razão
Mas que ao final se cala frente ao tempo que não para frente a nossa lucidez.
Geración Y
Descobri visitando o Depósito do Maia, que existe a versão em português do Blog Geración Y, da cubana Yoani Sánchez.
O blog, que existe desde 2007, foi o único meio que a cubana (impedida de sair de Havana) encontrou para expressar sua opinião sobre o que acontece na ilha. Yoani definiu isso como “um exercício de covardia“.
A cubana também é editora do portal Desde Cuba.
Aqui, o blog Geración Y em português.
Aqui, na versão “original”.
Foto: ABSORTO
Pensando bem
A Geração Y pode ser o nome dado ás pessoas nascidas a partir de 1982. É a geração que viu a internet invadir nossas casas, que começou a debater questões polêmicas, que decidiu mostrar a cara.
Curiosidades
Aconteceu em São Paulo entre 1 e 2 de outubro o Digital Age 2.0, a conferência que visa discutir o futuro dos negócios tendo como tema central a revolução da Web.
Confesso que não conhecia o Digital Age 2.0, até que li um artigo do Marcelo Coutinho no Observatório do Direito à Comunicação. Marcelo, diretor-executivo do IBOPE Inteligência e professor de Comunicação da Fundação Cásper Líbero, comentou sobre um dos debates da conferência que teve como tema o crescimento do uso das tecnologias digitais em camadas mais populares do país.
O debate trouxe informações bem interessantes, e a partir disso eles concluíram que as empresas ligadas a área de comunicação terão que pensar muito bem antes de tomar algumas atitudes (óbvio).
Uma das informações que mais me chamou a atenção é o número de lan-houses que existem na favela da Rocinha. São 150 lan-houses, incluindo quartos com alguns computadores.
Leiam aqui o texto do Marcelo Coutinho, e descubram mais curiosidades sobre o debate do Digital Age 2.0.
Prioridades
Acho que a participação do Brasil foi razoável.
Lula afirmou isso ontem, em conversa com o jornalista Luciano Seixas para o programa “Café com o Presidente”, comentando sobre a participação do Brasil nas Olímpiadas.
Depois de fazer um “balanço” sobre a participação do Brasil em Pequim, ele comentou sobre a possibilidade dos jogos olímpicos de 2016 serem realizados no Rio de Janeiro.
O que eu acho? Eu acho que nós precisamos, daqui pra frente, levarmos mais a sério essa questão do esporte brasileiro. Fazer com que as prefeituras possam contribuir mais, que os estados possam contribuir, que os grandes empresários brasileiros possam contribuir, para que a gente possa ter equipes mais competitivas, atletas mais competitivos, que aumente a possibilidade de o Brasil ter uma performance melhor (…)
Se nós começarmos a fazer isso agora, nós temos chance de melhorar muito em 2012 e temos chance de estar na ponta do casco em 2016.
Será que o problema do Brasil são as escolhas?
Escolher quais as prioridades, escolher em que investir…enfim.
Não falo em deixar de investir no esporte. Mas toda manhã quando saio na rua eu ainda vejo crianças trabalhando no farol, e ainda vejo gente morando embaixo de viaduto.
No próximo domingo teremos mais uma prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), e quando sair os resultados saberemos mais uma vez como anda o ensino nesse país. Isso é tratado como uma prioridade?
Essa participação “razoável” nas olímpiadas não será um bom motivo para que alguém faça alguma coisa pra melhorar o incentivo ao esporte no Brasil.
Toda vez estamos discutindo as mesmas situações, e NADA é feito.
Eles priorizam umas coisas, e esquecem outras. Tenho certeza que a maioria dessas que eles esquecem são essenciais para o desenvolvimento do país.
E nesse ano vamos eleger prefeitos e vereadores. Um bom começo seria repensar algumas atitudes, e saber de verdade em quem iremos votar (ok, não temos muitas escolhas).
Mas você ainda vai esperar sentado? Quais são as suas prioridades?

