Castração controla o crescimento populacional de cães e gatos
O Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), explica que controlar a reprodução de cães e gatos previne zoonoses como, por exemplo, a raiva, o nascimento de filhotes indesejados e auxilia no equilíbrio dessa população.
Especialistas acreditam que a castração também é
um método eficaz para diminuir o número de animais abandonados por todo o mundo.
“As campanhas de esterilização podem potencialmente reduzir a taxa de abandono, mas elas devem ser vinculadas à educação e a legislações para a posse responsável”, afirma Andreia De Paula Vieira, médica-veterinária e doutoranda em bem-estar animal na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.
A pesquisadora também ressalta a importância de estudos que identifiquem a carência de lugares específicos. “Há também a necessidade de pesquisas locais que estimulem a distribuição populacional dos animais de rua. Não devemos somente esterilizar, mas também informar a sociedade sobre este conceito”, esclarece.
Para implantar uma política nacional de natalidade para cães e gatos no Brasil, um Projeto de Lei que visa regulamentar a esterilização cirúrgica já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado, mas ainda será analisado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
“Essa proposta também possui o objetivo de conscientizar os brasileiros em relação aos direitos dos animais e aos nossos deveres. Esta maior consciência gera cidadãos mais responsáveis quanto ao seu papel no mundo, representando assim um avanço para a sociedade brasileira”, finaliza a pesquisadora.
A castração de cães e gatos pode ser realizada por três métodos: procedimento cirúrgico com anestesia e medicação analgésica após a cirurgia, métodos contraceptivos e esterilização química.
Imagens: Kátia Goretti/Thales Barreto