O futuro
Gilberto Dimenstein acredita que Heliópolis, a maior favela da cidade de São Paulo, é onde está nascendo o bairro do futuro.
Segundo o jornalista, o bairro do futuro é aquele voltado ao conhecimento e que estimula os talentos, conseguindo fazer uma gestão dos recursos públicos e comunitários. Como se a escola fosse para a rua e a rua para a escola.
Em Heliópolis está acontecendo o Bairro Educador, que conta com o apoio municipal e estadual, mas é liderado pela comunidade, principalmente por um diretor de uma escola pública, o Braz Nogueira.
Gilberto Dimenstein explica que o Bairro Educador “consiste num sistema que junta, num mesmo espaço, os mais diferentes níveis escolares, da pré-escola ao ensino médio, além do profissionalizante, voltado às demandas locais”.
A prefeitura já está implantando um projeto que visa ampliar a entrada na periferia, e assim, inovar a marca social do governo (que já não pode mais se apegar à Lei Cidade Limpa ou ao fim das escolas de lata).
Dessa forma, o Bairro Educador junta-se ao projeto de Kassab.
Da minha oitava série até o último ano do Ensino Médio, eu tive um professor de História (Fernando Souza) que já ensinava aos seus alunos que a educação está muito além de uma sala de aula. Tratando-se da sala de aula de uma escola da periferia, isso faz muito mais sentido. Esse meu professor (sim, para mim ele jamais deixará de ser), me ensinou muitas coisas, e todas elas eu levo comigo e faço questão de conservá-las. E a periferia não pode ser esquecida.
Passem lá na Catraca Livre, e saibam mais detalhes sobre o projeto da prefeitura e o Bairro Educador, e o quanto Heliópolis vai ganhar com tudo isso.
Kiko Casotti disse,
Quinta-feira,27 Novembro, 2008 às 9:26 pm
Olha, na minha opinião, tudo, absolutamente tudo por onde trafegar a palavra cultura, seja ela futura, passada ou mal passada, é pra vida toda, é para tudo e para todos que habitam sob essa linha tênue que nos separa dos celestiais.
Excelente texto, excelente assunto, excelente “matéria” Nath !!!
bjooo.