A melhor idade
Duas senhoras e um senhor, todos conversando com muita empolgação. A simplicidade das palavras e a tranquilidade transmitiam a alegria por estarem juntos. Mas o que me chamara a atenção, além de toda a descontração, foi o motivo pelo qual estavam reunidos.
O casal de senhores apresentava a cidade de São Paulo para a amiga carioca, que parecia estar muito contente por conhecer a metrópole.
Amigos. Amigos virtuais. Sim…virtuais!
Aí está a minha surpresa!
Não pelo fato de terem amigos virtuais, até porque eu os tenho também. O que me deixava supresa era a determinação de todos eles. Determinação que fizera nascer de uma simples amizade pela internet, uma confraternização entre amigos. Algumas horas de viagem para que pudessem se encontrar e, finalmente conversarem frente a frente, não mais com as dificuldades encontradas na web, apesar de toda a tecnologia.
Felizmente ainda existem pessoas que sabem utilizar a internet com responsabilidade, e histórias como essas estão cada vez mais freqüentes. E eu prefiro ficar com os bons exemplos, os que deram certo. Há muito preconceito em relação a esse “mundo”, fruto da má fé de muitos por aí.
De toda essa história levarei comigo a alegria constante, o espírito jovial, e a determinação. Alguns detalhes observados durante os 20 minutos que estive perto do trio de amigos. Não esqueço o sorriso estampado na face de cada um deles, o companheirismo, o olhar de descoberta, a amizade em si.
Quero eu chegar a essa fase da minha vida e poder dizer que tenho “A melhor idade”. Onde posso cultivar amigos, amores, e dizer de boca cheia que sou FELIZ!!!
E sou…
Nathalia Guarezi
Foto: Flickr/Maguiar
Fica pra próxima
Encerrando a 4ª Semana de Comunicação da USJT, Maurício Kubrusly teve a responsabilidade de falar aos estudantes de Jornalismo, Publicidade e Rádio e Tv.
Assim como todos os palestrantes durante a semana, o jornalista contou como iniciou a sua carreira, passando pelo rádio até chegar na Rede Globo, como crítico de música em uma bancada de jornal.
Depois de mais ou menos 30 anos na emissora, Kubrusly ficou a frente do “Me Leva Brasil”, que integra o Fantástico. “Eu já vinha namorando o Brasil fazia tempo”, afirma.
Ele nos contou que o quadro ficou responsável por deixar ao programa uma carga mais positiva, já que é transmitido nas últimas horas do domingo.
Durante a palestra Kubrusly mostrou alguns dos vídeos do seu quadro. Muito bom humor diante das suas descobertas pelo país.
As curiosidades que estão “perdidas” pelo Brasil, e que o jornalista fez questão de colocar na telinha, foram parar também em um livro, que nos conta mais detalhes, diferentes daqueles mostrados na tv.
Terminada a palestra, e terminada também a Semana de Comunicação. Com seus prós e os seus contras, tentando agradar a gregos e troianos.
Que venham as próximas semanas. Se possível com pessoas mais sociáveis…
Nathalia Guarezi
Foto: Divulgação
Rede Globo X Rede Record – Rivalidade?
Rivais todas as manhãs, Mariana Godoy e Luciano Faccioli protagonizaram o melhor bate-papo da Semana de Comunicação.
Faccioli com o seu jeito “povão” de ser, fez jus a sua imagem de âncora de um jornal mais “popular”, comparado ao Bom Dia São Paulo, apresentado pela Mariana, porém a jornalista global nos fez quebrar alguns preconceitos.
“Se a Rede Globo tem uma vaga, eu prefiro que ela seja preenchida por mim”, afirma a jornalista. ” Eu sei que vou fazer a diferença”, concluiu.
Ao longo da palestra, que mais parecia uma conversa entre amigos, com muito bom humor, tanto o Faccioli quanto a Mariana Godoy também argumentaram sobre a responsabilidade de fazer um bom jornalismo, apesar da “briga” pela audiência.
“Fazer sensacionalismo comigo não vira”, diz Faccioli. Pode até ser, mas em seu programa São Paulo no Ar, o jornalista precisa reunir muitos argumentos para que o jornal transcorra “naturalmente”.
Terminando o descontraído bate-papo, os dois jornalistas deixaram mensagens importantes. Talvez a que mais repercutiu entre os estudantes, foi essa:
“Eu acho inadmissível alguém querer ser jornalista sem ter um dia andado de trem ou metrô” – Mariana Godoy. Muitas conclusões podem ser tiradas a partir dessa frase.
Depois de terem explicado o quanto é importante o trabalho atrás da câmera, para que possam finalizá-lo à frente dela, os jornalistas deixaram um gostinho de quero mais. Apesar de tudo que está envolvido em relação as duas emissoras, o jornalismo “expressado” pelos dois âncoras das manhãs paulistanas, nos deu a esperança de que ainda podemos exercer a profissão com responsabilidade e muita competência.
Mariana Godoy (Bom Dia São Paulo) e Luciano Faccioli (São Paulo no Ar)
Nathalia Guarezi
Foto: Divulgação
Faço tudo (errado)???
Eu faço tudo pra tentar dar certo
Mas eu não sei se o meu tudo é certo
Talvez é pouco, pouco demais
Pra quem merece muito, muito mais
Experiência ajuda…e muito!!!
O auditório da Reitoria da USJT contou com a presença de Francisco Ornellas (O Estado de S. Paulo) e Paulo Totti (Valor Econômico).
O terceiro dia de palestras começou com a “breve” introdução da carreira dos jornalistas. Experiência não falta, ambos possuem juntos mais de 40 anos de profissão.
Contando em poucos detalhes, Paulo Totti nos lembrou que ele fundou junto com Mino Carta e Victor Civita a Revista Veja (1968), da qual ele se orgulhara na época. Preso duas vezes durante a Ditadura Militar, Totti expressou um sentimento de persistência diante da rígida situação que havia passado.
Já Ornellas, que é coordenador do Curso Intensivo de Jornalismo do Estado, narrou o que caracteriza um bom jornalista, e todas as dificuldades que os estudantes poderão enfrentar.
Um bate-papo descontraído. Chegando ao final, um estudante do 3º ano fez a única pergunta que me lembrou o tema inicial da Palestra: O papel do jornal diário nos dias atuais.
Tanto o Ornellas como o Totti, acreditam que no futuro o jornal será exclusividade da elite, já que o número de assinantes vem aumentando rapidamente.
Ao término, fiquei contente por tudo que foi dito, porém, esperando mais sobre o tema proposto. Desconfio que esses temas pra nada servem, afinal, pouco falam sobre eles.
Sorte nossa que Franciso Ornellas e Paulo Totti têm bagagem para nos proporcionar um bom debate. Caso contrário, aquele auditório teria um lugar vago, talvez até mais…
Francisco Ornellas, Anderson Fazoli (Coordenador do Curso de Jornalismo da USJT) e Paulo Totti
Nathalia Guarezi
Foto: Divulgação
4ª Semana de Comunicação – Tema Central: Comunicação e Sociedade
O segundo dia da Semana de Comunicação da Universidade São Judas Tadeu (USJT), contou com o tema Esportes para os estudantes de Jornalismo.
Fernando Fontana (REDETV) e André Alarcon (SPORTV), estavam presentes no evento para falarem sobre a dinâmica da área esportiva. Eu imaginava que o tema seria fiel ao mundo esportivo, mas como era de se esperar, o futebol predominou. Pena que não foi bem desenvolvido. Tirando as palavras de otimismo, e a experiência de ambos adquirida com as transmissões dos jogos, eu não pude compreender o sentido da palestra.
Quem não gosta de futebol pôde saber de algumas histórias, nenhuma delas ajudou para que depois desse dia, os estudantes pudessem estar convencidos a começar a gostar do esporte. Por outro lado, quem conhece e admira um bom futebol ficou decepcionado, afinal, parecia que estávamos em um daqueles programas de domingo á noite, onde ficam discutindo o lance mais polêmico.
Deixando de lado a emoção, a razão me deu a absoluta certeza que o objetivo da palestra não foi conquistado, pois saímos de lá do mesmo jeito que chegamos. Curiosos para descobrir o trabalho dos jornalistas no editorial esportivo. Nenhuma novidade foi dita.
E o tema da palestra deveria ter sido outro…
Nathalia Guarezi
Foto: USJT




