Exposição apresenta obras produzidas durante a ditadura
A mostra “Entre Atos 1964/68” é a primeira de três exposições que serão apresentadas pelo Museu de Arte Contemporânea (MAC), em São Paulo, para resgatar a história do acervo da instituição, além de reunir a arte produzida durante a ditadura militar.
Até 1º de agosto os visitantes poderão conferir, gratuitamente, 100 obras de 49 artistas, como por exemplo, Antonio Henrique Amaral, Arnaldo Ferrari, Cláudio Tozzi, Cybele Varela, Iberê Camargo, José Roberto Aguiar, Nelson Leirner, Maureen Bissiliat, Mira Schendel, entre outros.
Segundo a curadoria, o objetivo da exposição é mapear o desempenho dos museus públicos de arte no contexto do regime militar. Até junho de 2011 o MAC vai realizar mais duas exposições com momentos distintos da ditadura: 1969-1974 e 1975-1985.
Clique aqui para mais informações, ou aqui para conferir outras imagens da mostra.
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
Endereço: R. da Reitoria, 160 – Cidade Universitária – Oeste. Telefone: (11) 3091-3039.
Terças, Quartas, Quintas, Sextas e Sábados das 10h às 18h.
Sábados e Domingos das 10h às 16h.
No YouTube, vale a pena conferir o documentário Ditadura Militar: O papel da Arte e da Cultura.
Primeira parte:
Imagem: José Roberto Aguilar
Castração controla o crescimento populacional de cães e gatos
O Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), explica que controlar a reprodução de cães e gatos previne zoonoses como, por exemplo, a raiva, o nascimento de filhotes indesejados e auxilia no equilíbrio dessa população.
Especialistas acreditam que a castração também é
um método eficaz para diminuir o número de animais abandonados por todo o mundo.
“As campanhas de esterilização podem potencialmente reduzir a taxa de abandono, mas elas devem ser vinculadas à educação e a legislações para a posse responsável”, afirma Andreia De Paula Vieira, médica-veterinária e doutoranda em bem-estar animal na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.
A pesquisadora também ressalta a importância de estudos que identifiquem a carência de lugares específicos. “Há também a necessidade de pesquisas locais que estimulem a distribuição populacional dos animais de rua. Não devemos somente esterilizar, mas também informar a sociedade sobre este conceito”, esclarece.
Para implantar uma política nacional de natalidade para cães e gatos no Brasil, um Projeto de Lei que visa regulamentar a esterilização cirúrgica já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado, mas ainda será analisado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
“Essa proposta também possui o objetivo de conscientizar os brasileiros em relação aos direitos dos animais e aos nossos deveres. Esta maior consciência gera cidadãos mais responsáveis quanto ao seu papel no mundo, representando assim um avanço para a sociedade brasileira”, finaliza a pesquisadora.
A castração de cães e gatos pode ser realizada por três métodos: procedimento cirúrgico com anestesia e medicação analgésica após a cirurgia, métodos contraceptivos e esterilização química.
Imagens: Kátia Goretti/Thales Barreto
Primor em Cena
A luminosidade no clássico do cinema internacional
Com três indicações ao Oscar (Fotografia, Direção de Arte e Figurino), o filme “Moça com Brinco de Pérola” tem suas raízes fotográficas marcadas nas obras do pintor holandês Johannes Vermeer, que é reverenciado pela serenidade das imagens que produzia. Talento indiscutível, sua obra influenciou Tracy Chevalier que publicou um livro homônimo, e Olivia Hetreed que roteirizou a história para o cinema, em 2003.

O português Eduardo Serra foi o responsável pela direção de fotografia do filme, e teve o cuidado de produzir o longa-metragem a partir dos quadros do holandês. “Ele transita pelo ambiente da cidade. São momentos que nos aproximamos das pinturas de Veermer”, explica Roberto Tietzmann, Mestre em Comunicação Social com especialização em produção cinematográfica.
No filme não há muitos conflitos e as circunstâncias transcorrem de uma forma mais tranquila, sendo utilizados alguns recursos de iluminação para a reprodução das cenas.
“Isso nos sugere que estamos vendo as pinturas em movimento. É um trabalho de fotografia que consegue levar o cinema para além do mero registro de uma situação que acontece perante a câmera. Há um controle desses elementos de modo a transformar essa luz em algo expressivo”, afirma o especialista.
Tietzmann também acredita que a iluminação do filme comprova que a imagem pode ser uma representação extremamente fiel da realidade, e ainda assim encontrar uma beleza no cotidiano.
Foto: Scarlett Johansson como a camponesa Griet
O Renascimento da Melhor Idade
Na relação entre pais e filhos, esses últimos, que inicialmente estavam numa situação de dependência total, vão aos poucos se tornando independentes. Ao chegar à velhice, a tendência ao aumento de limitações e incapacidades, faz com que os filhos sejam levados a dispor de maior atenção e cuidados a seus pais, invertendo assim os papéis anteriores à relação de autoridade. Os filhos decidem acomodar os pais nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), o nome formal para asilos, casas de repouso e geriátricas.
Este cotidiano se faz presente em algumas famílias e, é preciso saber lidar com essa realidade e refletir antes de tomar algumas atitudes. Esse assunto ainda gera conflitos por se tratar de um tema delicado que gera preconceitos. Mas para muitos idosos, as casas de repouso são consideradas uma nova família, onde se pode resgatar o respeito, segurança, ter novas amizades e assistência em suas necessidades.
Dados preliminares do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam a existência de 6 mil instituições de longa permanência para idosos no país.
Tranquilidade
O objetivo das casas de repouso não é substituir as famílias, mas sim proporcionar uma qualidade de vida satisfatória e digna aos idosos. A ausência do convívio familiar permite que o idoso tenha dificuldades no dia-a-dia, e as necessidades não ficam restritas apenas aos cuidados fisiológicos, mas também aos psicológicos.
Alguns dos idosos não aceitam a decisão da família de colocá-los em uma casa de repouso. A sociedade ainda julga essa atitude como
abandono familiar, mas o cenário atual não condiz com essa afirmação. “Hoje o idoso reside numa casa de repouso pelo fato da família não ter condições de cuida-lo. Muitos dos idosos têm somente um filho, ou alguém responsável que não é da família, e que não tem condições financeiras para mantê-lo“, diz Josefa Coísse, coordenadora da Cidade dos Velhinhos Santa Luiza de Marilac.
Essas instituições de repouso precisam estar adaptadas e regulamentadas perante as leis para manter um padrão de funcionamento. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estabelece normas a serem cumpridas nas casas de repouso, governamentais ou não, destinadas à moradia coletiva de pessoas acima de 60 anos.
Dedicação
As casas de repouso não ficam omissas diante da ausência familiar. Elas procuram estabelecer contato entre a família e o idoso, justificando que essa atitude é fundamental. “Nós estabelecemos em contrato que o responsável acompanhe o idoso durante a sua permanência aqui. Isso é determinante para o bem-estar do idoso“, afirma Josefa Coísse.
É admirável ver quantas iniciativas estão sendo tomadas para que os nossos idosos não sofram com o descaso da sociedade. A terceira idade pode sim ser tranquila e ativa. Mas, talvez, os idosos se sintam assustados com a fraqueza do corpo e da mente, ou enfrentam doenças típicas da fase, como Parkinson e Alzheimer.
As barreiras aos cuidados geriátricos podem ser amplas, visto que, em muitos casos, a depressão e a ansiedade são consideradas normais nessa faixa etária. O suporte familiar é determinante nessa etapa em que o idoso se sente carente e necessita não só de cuidados médicos, mas de afeto.
Imagem: Divulgação / Cidade dos Velhinhos
* Texto desenvolvido para trabalho acadêmico
Leia aqui sobre as creches para idosos
Consciência
O texto ficou grandinho. Só que eu não podia deixar passar batido.
Leiam e reflitam (assim como eu).
Havia acabado de sair do metrô Anhagabaú, e logo reparei que tinha uma movimentação de voluntários da WWF. Um grupo que estava com a difícil missão de conversar com as pessoas que estavam passando pelo centro da capital paulista e divulgar as atividades da ONG.
Eu fiquei observando o que estava acontecendo (sim, sou muito curiosa, e não parei de olhar). E mesmo com os fones no ouvido (mas olhando atentamente para o grupo de voluntários), um deles perguntou se eu me preocupo com o meio ambiente. Eu parei, tirei os fones, e respondi que sim.
A jovem que tinha me parado começou a falar sobre a WWF, de como eu podia colaborar e fazer parte. Confesso, aquilo não fez muito sentido. Eu já estava atrasada para o meu trabalho (como sempre), e simplesmente deixei ela terminar de falar, agradeci, e disse que entraria no site da ONG para saber como ser uma colaboradora. Ela também agradeceu, e logo iria atrás de outra pessoa.
Continuei andando, coloquei os fones no ouvido novamente, e por um instante me perguntei: “será mesmo que eu me preocupo com o meio ambiente?”
Acho que nem preciso responder!
E tem mais…
Enquanto caminhava, mais perto do meu trabalho (e mais atrasada), um outro grupo de voluntários estava tentando conversar com mais pessoas. Mas agora era outra ONG, o Greenpeace.
Achei inusitado toda essa mobilização das duas ONGs, e quase no mesmo lugar (seria coincidência mesmo?).
E mais uma vez eu parei para escutar. Dessa vez prestei bastante atenção. Escutei atentamente cada palavra que ele estava me dizendo, cada problema que estamos enfrentando. E um deles eu nem sabia, aí me bateu a vergonha. Logo eu não saber disso!
Mas enfim.
O que ele me falou foi o suficiente pra me fazer entender que a preocupação que eu tenho (ou acho que tenho) com o meio ambiente, é praticam
ente nada, perto do que realmente deveria ser. Estou mesmo precisando rever meus conceitos e agir com mais responsabilidade.
Depois de tudo isso, eu cheguei no trabalho e logo fui acessar o site das ONGs.
Lá no site do Greenpeace tem uma parte que você pode se tornar um cyberativista, é bem interessante essa iniciativa. E aqui na web podemos divulgar muita coisa bacana e que pode ser bem útil.
No WWF você pode pegar os banners e colocar no seu site, blog e afins.
Só falta a blogueira aqui tomar vergonha na cara e começar a AGIR.
Ficar só na palavra já tá não tá valendo de nada (e nunca valeu).
O futuro
Gilberto Dimenstein acredita que Heliópolis, a maior favela da cidade de São Paulo, é onde está nascendo o bairro do futuro.
Segundo o jornalista, o bairro do futuro é aquele voltado ao conhecimento e que estimula os talentos, conseguindo fazer uma gestão dos recursos públicos e comunitários. Como se a escola fosse para a rua e a rua para a escola.
Em Heliópolis está acontecendo o Bairro Educador, que conta com o apoio municipal e estadual, mas é liderado pela comunidade, principalmente por um diretor de uma escola pública, o Braz Nogueira.
Gilberto Dimenstein explica que o Bairro Educador “consiste num sistema que junta, num mesmo espaço, os mais diferentes níveis escolares, da pré-escola ao ensino médio, além do profissionalizante, voltado às demandas locais”.
A prefeitura já está implantando um projeto que visa ampliar a entrada na periferia, e assim, inovar a marca social do governo (que já não pode mais se apegar à Lei Cidade Limpa ou ao fim das escolas de lata). Dessa forma, o Bairro Educador junta-se ao projeto de Kassab.
Da minha oitava série até o último ano do Ensino Médio, eu tive um professor de História (Fernando Souza) que já ensinava aos seus alunos que a educação está muito além de uma sala de aula. Tratando-se da sala de aula de uma escola da periferia, isso faz muito mais sentido. Esse meu professor (sim, para mim ele jamais deixará de ser), me ensinou muitas coisas, e todas elas eu levo comigo e faço questão de conservá-las. E a periferia não pode ser esquecida.
Passem lá na Catraca Livre, e saibam mais detalhes sobre o projeto da prefeitura e o Bairro Educador, e o quanto Heliópolis vai ganhar com tudo isso.
