O Renascimento da Melhor Idade
Na relação entre pais e filhos, esses últimos, que inicialmente estavam numa situação de dependência total, vão aos poucos se tornando independentes. Ao chegar à velhice, a tendência ao aumento de limitações e incapacidades, faz com que os filhos sejam levados a dispor de maior atenção e cuidados a seus pais, invertendo assim os papéis anteriores à relação de autoridade. Os filhos decidem acomodar os pais nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), o nome formal para asilos, casas de repouso e geriátricas.
Este cotidiano se faz presente em algumas famílias e, é preciso saber lidar com essa realidade e refletir antes de tomar algumas atitudes. Esse assunto ainda gera conflitos por se tratar de um tema delicado que gera preconceitos. Mas para muitos idosos, as casas de repouso são consideradas uma nova família, onde se pode resgatar o respeito, segurança, ter novas amizades e assistência em suas necessidades.
Dados preliminares do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam a existência de 6 mil instituições de longa permanência para idosos no país.
Tranquilidade
O objetivo das casas de repouso não é substituir as famílias, mas sim proporcionar uma qualidade de vida satisfatória e digna aos idosos. A ausência do convívio familiar permite que o idoso tenha dificuldades no dia-a-dia, e as necessidades não ficam restritas apenas aos cuidados fisiológicos, mas também aos psicológicos.
Alguns dos idosos não aceitam a decisão da família de colocá-los em uma casa de repouso. A sociedade ainda julga essa atitude como
abandono familiar, mas o cenário atual não condiz com essa afirmação. “Hoje o idoso reside numa casa de repouso pelo fato da família não ter condições de cuida-lo. Muitos dos idosos têm somente um filho, ou alguém responsável que não é da família, e que não tem condições financeiras para mantê-lo“, diz Josefa Coísse, coordenadora da Cidade dos Velhinhos Santa Luiza de Marilac.
Essas instituições de repouso precisam estar adaptadas e regulamentadas perante as leis para manter um padrão de funcionamento. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estabelece normas a serem cumpridas nas casas de repouso, governamentais ou não, destinadas à moradia coletiva de pessoas acima de 60 anos.
Dedicação
As casas de repouso não ficam omissas diante da ausência familiar. Elas procuram estabelecer contato entre a família e o idoso, justificando que essa atitude é fundamental. “Nós estabelecemos em contrato que o responsável acompanhe o idoso durante a sua permanência aqui. Isso é determinante para o bem-estar do idoso“, afirma Josefa Coísse.
É admirável ver quantas iniciativas estão sendo tomadas para que os nossos idosos não sofram com o descaso da sociedade. A terceira idade pode sim ser tranquila e ativa. Mas, talvez, os idosos se sintam assustados com a fraqueza do corpo e da mente, ou enfrentam doenças típicas da fase, como Parkinson e Alzheimer.
As barreiras aos cuidados geriátricos podem ser amplas, visto que, em muitos casos, a depressão e a ansiedade são consideradas normais nessa faixa etária. O suporte familiar é determinante nessa etapa em que o idoso se sente carente e necessita não só de cuidados médicos, mas de afeto.
Imagem: Divulgação / Cidade dos Velhinhos
* Texto desenvolvido para trabalho acadêmico
Leia aqui sobre as creches para idosos
Consciência
O texto ficou grandinho. Só que eu não podia deixar passar batido.
Leiam e reflitam (assim como eu).
Havia acabado de sair do metrô Anhagabaú, e logo reparei que tinha uma movimentação de voluntários da WWF. Um grupo que estava com a difícil missão de conversar com as pessoas que estavam passando pelo centro da capital paulista e divulgar as atividades da ONG.
Eu fiquei observando o que estava acontecendo (sim, sou muito curiosa, e não parei de olhar). E mesmo com os fones no ouvido (mas olhando atentamente para o grupo de voluntários), um deles perguntou se eu me preocupo com o meio ambiente. Eu parei, tirei os fones, e respondi que sim.
A jovem que tinha me parado começou a falar sobre a WWF, de como eu podia colaborar e fazer parte. Confesso, aquilo não fez muito sentido. Eu já estava atrasada para o meu trabalho (como sempre), e simplesmente deixei ela terminar de falar, agradeci, e disse que entraria no site da ONG para saber como ser uma colaboradora. Ela também agradeceu, e logo iria atrás de outra pessoa.
Continuei andando, coloquei os fones no ouvido novamente, e por um instante me perguntei: “será mesmo que eu me preocupo com o meio ambiente?”
Acho que nem preciso responder!
E tem mais…
Enquanto caminhava, mais perto do meu trabalho (e mais atrasada), um outro grupo de voluntários estava tentando conversar com mais pessoas. Mas agora era outra ONG, o Greenpeace.
Achei inusitado toda essa mobilização das duas ONGs, e quase no mesmo lugar (seria coincidência mesmo?).
E mais uma vez eu parei para escutar. Dessa vez prestei bastante atenção. Escutei atentamente cada palavra que ele estava me dizendo, cada problema que estamos enfrentando. E um deles eu nem sabia, aí me bateu a vergonha. Logo eu não saber disso!
Mas enfim.
O que ele me falou foi o suficiente pra me fazer entender que a preocupação que eu tenho (ou acho que tenho) com o meio ambiente, é praticam
ente nada, perto do que realmente deveria ser. Estou mesmo precisando rever meus conceitos e agir com mais responsabilidade.
Depois de tudo isso, eu cheguei no trabalho e logo fui acessar o site das ONGs.
Lá no site do Greenpeace tem uma parte que você pode se tornar um cyberativista, é bem interessante essa iniciativa. E aqui na web podemos divulgar muita coisa bacana e que pode ser bem útil.
No WWF você pode pegar os banners e colocar no seu site, blog e afins.
Só falta a blogueira aqui tomar vergonha na cara e começar a AGIR.
Ficar só na palavra já tá não tá valendo de nada (e nunca valeu).
O futuro
Gilberto Dimenstein acredita que Heliópolis, a maior favela da cidade de São Paulo, é onde está nascendo o bairro do futuro.
Segundo o jornalista, o bairro do futuro é aquele voltado ao conhecimento e que estimula os talentos, conseguindo fazer uma gestão dos recursos públicos e comunitários. Como se a escola fosse para a rua e a rua para a escola.
Em Heliópolis está acontecendo o Bairro Educador, que conta com o apoio municipal e estadual, mas é liderado pela comunidade, principalmente por um diretor de uma escola pública, o Braz Nogueira.
Gilberto Dimenstein explica que o Bairro Educador “consiste num sistema que junta, num mesmo espaço, os mais diferentes níveis escolares, da pré-escola ao ensino médio, além do profissionalizante, voltado às demandas locais”.
A prefeitura já está implantando um projeto que visa ampliar a entrada na periferia, e assim, inovar a marca social do governo (que já não pode mais se apegar à Lei Cidade Limpa ou ao fim das escolas de lata).
Dessa forma, o Bairro Educador junta-se ao projeto de Kassab.
Da minha oitava série até o último ano do Ensino Médio, eu tive um professor de História (Fernando Souza) que já ensinava aos seus alunos que a educação está muito além de uma sala de aula. Tratando-se da sala de aula de uma escola da periferia, isso faz muito mais sentido. Esse meu professor (sim, para mim ele jamais deixará de ser), me ensinou muitas coisas, e todas elas eu levo comigo e faço questão de conservá-las. E a periferia não pode ser esquecida.
Passem lá na Catraca Livre, e saibam mais detalhes sobre o projeto da prefeitura e o Bairro Educador, e o quanto Heliópolis vai ganhar com tudo isso.
As palavras…
Tomo a liberdade de postar um texto de um grande amigo, o Kiko Casotti.
Sou suspeita, mas mesmo assim quero deixar registrada a minha admiração pelos textos que recebo. Fico honradissíma!
Aí está:
Ego
Se eu parasse para comparar tudo o que sou agora com o que eu fui ontem, deparar-me-ia com um fluxo permanente de um paradoxo inexplicável, porém indispensável. Tudo que eu disse e ouvi ontem, ficou preso num espaço temporal que não revela quem somos ou o que procuramos, é apenas pano de fundo para a próxima mudança. Estranho? Se nos prendermos a um processo lógico de causa e efeito, com certeza ficaremos presos a perspectivas, o que acaba onerando uma subjetividade que é peculiar a todos os seres humanos. Entretanto, mudanças em um processo constante e deliberado, pode confundir um perfil desconhecido em algo inexplicável e sem confirmações. Então exista enquanto ser e desista de não ser, aplicando-se em ter uma vida mais participativa, haja visto que o ostracismo de sua possível petulância quanto às coisas e informações, podem ser tsunâmicas e, ou lhe levam para o fundo inóspito do desprazer, ou lhe lançam para uma onda perfeita que, se surfada de maneira progressiva e corajosa, acaba renovando um espírito comabalido pelas atrocidades do desconhecido e incrementa sua genética com um novo cromossomo que formará sua carga dominante, e lançará a recessividade de seus medos a mudanças, ao mesmo espaço onde um dia, imperará sua arrogância de achar que a vida de todas as coisas deste mundo, circulam em torno do seu ego.
O protesto
Na última sexta-feira por volta das 18h, em frente ao prédio da Gazeta, internautas, estudantes, blogueiros e professores, levantaram cartazes em folha de sulfite com a frase “Não ao PL Azeredo”. Se eu não estivesse em semana de prova teria participado.
O flash mob contra o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) reuniu cerca de 50 pessoas, segundo a Folha Online.
Quem passou pela Av. Paulista na tarde de sexta-feira, pôde notar que os internautas ficaram apenas 3 minutos parados no canteiro central com os cartazes levantados. Depois eles viraram para o outro lado da calçada e ficaram mais 30 segundos. No final eles gritaram NÃO!
Flash mob é uma manifestação organizada pela internet e com pouquissíma duração. Na sexta-feira os internautas estavam protestando em defesa da liberdade na web. Eles se organizaram pelo twitter e também pela divulgação em alguns blogs.
A mobilização contra o projeto do senador Azeredo conta com mais de 120 mil apoiadores, que já assinaram a petição online. Eu claro, já assinei.
Mais informações
DIGA NÃO!!!

Assine o Manifesto em Defesa da Liberdade e do Progresso do Conhecimento na Internet Brasileira
Protestos
Sexta-feira, 14 de novembro, às 18 horas: Protesto de rua.
São Paulo: na Avenida Paulista, canteiro central, altura do número 900 (em frente ao Objetivo).
Rio de Janeiro: na Cinelândia, em frente à Câmara Municipal.
